“EUGÊNIA – Como isto é gostoso, querida! Como se chama o que estamos praticando?
MADAME – Chama-se masturbação, querida, mas agora examine melhor minha boceta ou vagina, que são os nomes mais familiares do templo de Vênus. Vou entreabrir para você, como a corola duma flor, essa gruta encantada. Esta elevação é o monte de Vênus, que se veste de pêlos aos quinze anos, quando a mulher começa a menstruar. Essa lingüeta ao alto chama-se clitóris, que em grego quer dizer colina, nesse ponto se concentra a sensibilidade da mulher; é o foco, a chave do cofre do amor. A menor carícia me transporta e me dá espasmos de prazer. Veja, toque-me! Ai! Como sabe acariciar, dir-se-ia que você passou a vida inteira nessa doce tarefa! Pare um pouquinho, não agüento mais, não quero gozar já”.(Filosofia na Alcova, Marquês de Sade)
Cadê o clitóris?
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O que dizer sobre algo construído para nos ofertar prazer?
Fonte inesgotável de orgasmos, o clitóris possui um conjunto de músculos, nervos, vasos sangüíneos e é recheado de terminações nervosas – entre 6000 a 8000 – capazes de sentir com profunda intensidade até o mais suave dos toques.
A sua localização privilegiada entre os lábios da vagina e a pequena pele que o cobre oportunizam uma proteção necessária para algo tão valioso, além de carregar de mistério a descoberta do prazer feminino.
Quando uma mulher se excita, assim como o pênis, o clitóris se enrijece e aumenta, mas a sua parte visível, também chamada de glande, é apenas a ponta desse “iceberg” que se estende ao longo da abertura vaginal. Logicamente, há uma variedade imensa nos tamanhos dos clitóris, da mesma forma que existem vulvas de todos os tipos – cada uma com sua beleza particular.
“Eu já tive muito grilo por causa do tamanho do meu clitóris. É bem grandão. Chegava a ficar constrangida quando a menina descia a mão e esbarrava lá. Mas isso até conhecer minha namorada atual. Quando fomos transar pela primeira vez, ela enfiou a mão e parou por um minuto: – nossa, que delícia! Como é grande! E eu sou tão gulosa! Casamento perfeito! – Ela falou de um jeitinho todo sexy. Acabei relaxando e minha vida sexual só fez melhorar. Agora eu acho o seguinte: pouco importa o tamanho se tenho e dou prazer com ele”.
(M. B., 27 anos)
“Descobri o clitóris bem cedo. Era criança quando comecei a me masturbar. Eu nunca fui anjo. Depois, dormindo sozinha, acabei descobrindo que meu ursinho tinha outras utilidades. Hoje, uso não apenas a mão, mas outras coisas pra me proporcionar prazer. E adoro ver outra mulher se masturbar com as pernas abertas viradas pra mim. Ver me dá muito prazer também e tocar no clitóris alheio nem se fala”.
(G. C., 22 anos).
Estimular o clitóris é indubitavelmente uma das fontes mais gostosas de prazer. Proporciona tanto um conhecimento acerca de si mesma e das próprias predileções na hora do sexo, como se constitui em um ponto de partida importante para aprender a dar prazer a outra mulher. Portanto:
Excite-se! Explore sua mente com a eroticidade que lhe é natural! Leia contos, assista a filminhos instrutivos, estimule a mente e fantasie bastante!
Vale usar as mãos, brincar com o chuveirinho e esfregar o seu brinquedo gostoso no travesseiro. Vale escolher o(s) dedo(s) da mão favorita – se tiver alguma predileção – e roçar de forma deliciosa aplicando pressões diferentes para experimentar as várias sensações e ritmos possíveis. Só não vale perder o prazer de se doar a si mesma antes, durante e depois de se entregar a outra pessoa!
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Contato por e-mail ou msn: a.guaemflor@hotmail.com
Opa mais um assunto legal. Tem mesmo mts gurias com complexo por conta do clitoris. Dpois dizem q só os homens se importam com o tamanho do pênis. Acho q td aqui que é aparentemente diferente acaba causndo uma preocupação em quem tem. Eu gosto de todso os tipos de clitoris. Tive uma namorada q tinha um tb bem grande. Tomei um susto qdo vi, mas depois q provei aprovei demais. tem q aproveitar mesmo como vc falou. O blog tá cada dia mellhro. Adoro isso aqui. Beijsssss
Verdade, Paulinha. Essa preocupação tende mesmo a surgir. As diferenças se tornam, muitas vezes, pontos de interrogação e angustia. O segredo é ir se trabalhando para perceber que nem sempre essa nossa preocupação corresponde à realidade. Há clitóris de todos os tamanhos, vulvas de todos os tipos, então é aproveitar a diversidade. Obrigada mesmo pelo carinho! Beijos.