Água em Flor

Um Banho de Feminilidade & Erotismo

Inverno

Inverno

Olhei ao redor de mim e senti uma coisa boa. Larissa havia adormecido gostoso do meu lado. Depois de tantas brigas, tantas palavras duras que havia dito, entendi: havia algo mais naquilo tudo. Tinha que haver. E, com certeza, era bem mais do que tesão.

Levantei tomando cuidado para não a acordar e fui direto ao chuveiro. Quem sabe uma ducha não me despertava? Quem sabe. A temperatura já estava mais fria do que o costume. Era o outono dando adeus e o inverno chegando sem cerimônia. Mas quem se importava? Deixei a água cair, perdida em meio aos meus pensamentos e me surpreendi sendo fisgada por uma mão.

- Não me acordou. Eu vim. – A cara ainda sonolenta de Larissa contrastava com a aparência do seu corpo já tão desperto. Senti o seio dela roçar no meu quando ela se aproximou deixando a química interrompida na noite anterior tornar a acontecer.

- Lisa, você não queria que eu dormisse aqui por isso? – Ela perguntou provocante.

- Não por isso. Nunca quis você perto, lembra?

- Tesão reprimido?

- Sei que o oposto está bem claro, mas quem disse que eu desejo você?

Inverno 2- Eu é que não desejo! – Vi Larissa fazer menção de sair do chuveiro e, antes que pudesse, empurrei seu corpo contra a parede forçando um novo contato, um outro beijo. Perna no meio das pernas, língua dançando na língua, arranhão desenhando na pele, gemido ao pé do ouvido, murmúrio, prazer.

- Se isso não é desejo… Depois você me informa o novo nome, Lá. – Parei o que estava fazendo com um sorriso estampado nos lábios e voltei para o quarto com a toalha segura entre as mãos. De lá, ainda ouvi um resmungo que beirava a irritação homicida. Adorava provocar Larissa. Sempre gostei. Vesti só um moletom com uma cueca feminina e fui me distrair em frente ao notebook. Queria que Larissa viesse logo.

- Senta aqui no meu colo, vai. – Eu a vi esconder o corpo assim que despontou na porta do quarto e ouviu o meu pedido.

- Não.

- Ei… Tira a toalha da frente e senta aqui.

- Não.

- Não me faz levantar. Anda. Senta e encaixa aqui. – Observei Larissa caçar uma roupa na mala ignorando o meu pedido. – Pra que colocar isso? Você já vai ter o trabalho de tirar o que estou vestindo.

- Posso saber o porquê…, – ela perguntou cínica.

- Porque vamos fazer amor. – Sentenciei com simplicidade.

- Pensei que para isso eu precisasse querer, Lisa.

- Você quer.

- Sonha com isso.

- Mas, se quiser fingir que não, eu faço você querer ainda mais. – Levantei da cadeira e me aproximei dela usando a toalha para prendê-la contra mim. Vi o corpo nu de Larissa ainda molhado se aconchegar gostoso nos meus braços me fazendo respirar profundamente.

- Por que você faz isso comigo? – Ela perguntou entre um e outro beijo; entre a pausa e o recomeço daquela guerra de línguas.

- Porque você gosta de briga. Porque brigar te excita e eu adoro a idéia de você excitada por minha causa. – Deixei que Larissa despisse o meu moletom e brincasse com a borda da minha cueca preta antes de baixá-la completamente. Nossos lábios se encontraram mais uma vez e a minha boca se voltou do pescoço para o topo dos seios dela; os seios que eu desejei desde de o instante em que dormimos juntas na noite anterior.

- Ai… Você chupa gostoso. – Ela me disse ofegante. Segurei firme na bunda dela e fui levando-a para perto da cadeira onde me sentei.

- Vem aqui… Vem.

Senti as pernas de Larissa me envolverem prendendo-me à cadeira e o sexo dela se arrastar molhado pela minha coxa.

- Rebola pra mim, rebola. – Pedi com a cara safada e recebi em recompensa a sensação incontrastável daquela mulher se esfregando em meu corpo naquele vai e vem de gangorra.

- Ah…

- Isso… Geme assim pra mim, vai…

- Aperta a minha bunda. Aperta… Segura… Ah…

Comprimi deliciosamente a bunda de Larissa sentindo meu sexo desaguar de prazer a cada ida e vinda dela. Presa ao meu corpo, era como se ela precisasse arrancar a minha pele para só assim se satisfazer.

- Deixa eu sentir você…

Usei as rodas da cadeira para deslizarmos em direção à cama e, de forma lenta, eu a fiz escorregar confortavelmente para o centro dos lençóis colocando-me sobre ela e recomeçando o vai e vem.

- Deixa eu sentir você…

Ela não precisou pedir uma terceira vez. Forcei meu sexo contra a mão de Larissa deixando a penetração acontecer fácil.

- Você tá tão molhada, Lisa… Tão bom meter em você assim.

- É? Oh…  Ui… Tão gostosa você… Você me deixa desse jeito, Larissa. E eu? Eu? Eu deixo você assim, olha? – Voltei a tamborilar os meus dedos sobre clitóris dela pressentindo as contrações do orgasmo que se aproximavam.

- Desse jeito… Desse jeito… Desse jeito, eu vou gozar… Goza comigo, vai… – Larissa pediu.

 Percebi como entramos juntas naquele transe que antecede a explosão orgástica e faz do olho do olho, da pele contra a pele a própria expressividade do gozo enquanto tradução máxima do prazer.

- Ai… Ah… – Sussurramos uma para outra numa confissão particular de entrega, sofreguidão.

E ambas sabíamos: nem toda raiva significa ódio, nem toda guerra precisa se encerrar com alguém perdendo. Nem toda provocação precisa ser aceita no exato instante em que ela nos chega, porque a boa espera só aumenta a satisfação amplificando o prazer. Depois daquilo tudo, com o carinho do sono abrigado no calor do corpo da outra, nós nem sentimos o inverno que acabara de chegar.

10 Comentários »

  Bia wrote @

Ai suando aq de tao excitada q jeito bom de começar a terça ui bjssssssss

é por isso q adoro esse blog heheehee n só por isso

  Lisa Melo wrote @

Bia, Bia… tão danadinha rs Bjs, amore!

  roberto wrote @

Conto excitante. Prova de que existe vida inteligência em blogs.

  Lisa Melo wrote @

Olá, Roberto! Excitante é um super elogio… Obrigada!

  Alema wrote @

Poxa! Quem dera ser essa Larissa…
Beijos!

  Lisa Melo wrote @

Hmmmm… interessante, Alema rs… Beijos e, mais uma vez, desculpa pela demora!

  Roberta wrote @

É minha primeira visita ao sit e confesso que a partir de hoje serei frequentadora assídua!Nunca me senti tão a vontade como me sinto aqui…Adorei, parabéns.

  Lisa Melo wrote @

Que delícia ouvir isso, Roberta.
Delícia mesmo.
Pois, puxa a cadeira e pode ficar ainda mais a vontade.
O espaço se torna melhor quando a troca acontece, então sou eu que agradeço.
Beijos.

  T@my wrote @

Nunk me senti interessada por contos da internet, mas agora td virou do contrario.

História perfeita, q tomou conta d mim do inicio ao fim.

  Lisa Melo wrote @

Obrigada, Tamy! Mais que registrado o seu interesse. Logo logo posto outro conto. Beijos.


Seu comentário

HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>