
Olhei ao redor de mim e senti uma coisa boa. Larissa havia adormecido gostoso do meu lado. Depois de tantas brigas, tantas palavras duras que havia dito, entendi: havia algo mais naquilo tudo. Tinha que haver. E, com certeza, era bem mais do que tesão.
Levantei tomando cuidado para não a acordar e fui direto ao chuveiro. Quem sabe uma ducha não me despertava? Quem sabe. A temperatura já estava mais fria do que o costume. Era o outono dando adeus e o inverno chegando sem cerimônia. Mas quem se importava? Deixei a água cair, perdida em meio aos meus pensamentos e me surpreendi sendo fisgada por uma mão.
- Não me acordou. Eu vim. – A cara ainda sonolenta de Larissa contrastava com a aparência do seu corpo já tão desperto. Senti o seio dela roçar no meu quando ela se aproximou deixando a química interrompida na noite anterior tornar a acontecer.
- Lisa, você não queria que eu dormisse aqui por isso? – Ela perguntou provocante.
- Não por isso. Nunca quis você perto, lembra?
- Tesão reprimido?
- Sei que o oposto está bem claro, mas quem disse que eu desejo você?
- Eu é que não desejo! – Vi Larissa fazer menção de sair do chuveiro e, antes que pudesse, empurrei seu corpo contra a parede forçando um novo contato, um outro beijo. Perna no meio das pernas, língua dançando na língua, arranhão desenhando na pele, gemido ao pé do ouvido, murmúrio, prazer.
- Se isso não é desejo… Depois você me informa o novo nome, Lá. – Parei o que estava fazendo com um sorriso estampado nos lábios e voltei para o quarto com a toalha segura entre as mãos. De lá, ainda ouvi um resmungo que beirava a irritação homicida. Adorava provocar Larissa. Sempre gostei. Vesti só um moletom com uma cueca feminina e fui me distrair em frente ao notebook. Queria que Larissa viesse logo.
- Senta aqui no meu colo, vai. – Eu a vi esconder o corpo assim que despontou na porta do quarto e ouviu o meu pedido.
- Não.
- Ei… Tira a toalha da frente e senta aqui.
- Não.
- Não me faz levantar. Anda. Senta e encaixa aqui. – Observei Larissa caçar uma roupa na mala ignorando o meu pedido. – Pra que colocar isso? Você já vai ter o trabalho de tirar o que estou vestindo.
- Posso saber o porquê…, – ela perguntou cínica.
- Porque vamos fazer amor. – Sentenciei com simplicidade.
- Pensei que para isso eu precisasse querer, Lisa.
- Você quer.
- Sonha com isso.
- Mas, se quiser fingir que não, eu faço você querer ainda mais. – Levantei da cadeira e me aproximei dela usando a toalha para prendê-la contra mim. Vi o corpo nu de Larissa ainda molhado se aconchegar gostoso nos meus braços me fazendo respirar profundamente.
- Por que você faz isso comigo? – Ela perguntou entre um e outro beijo; entre a pausa e o recomeço daquela guerra de línguas.
- Porque você gosta de briga. Porque brigar te excita e eu adoro a idéia de você excitada por minha causa. – Deixei que Larissa despisse o meu moletom e brincasse com a borda da minha cueca preta antes de baixá-la completamente. Nossos lábios se encontraram mais uma vez e a minha boca se voltou do pescoço para o topo dos seios dela; os seios que eu desejei desde de o instante em que dormimos juntas na noite anterior.
- Ai… Você chupa gostoso. – Ela me disse ofegante. Segurei firme na bunda dela e fui levando-a para perto da cadeira onde me sentei.
- Vem aqui… Vem.
Senti as pernas de Larissa me envolverem prendendo-me à cadeira e o sexo dela se arrastar molhado pela minha coxa.
- Rebola pra mim, rebola. – Pedi com a cara safada e recebi em recompensa a sensação incontrastável daquela mulher se esfregando em meu corpo naquele vai e vem de gangorra.
- Ah…
- Isso… Geme assim pra mim, vai…
- Aperta a minha bunda. Aperta… Segura… Ah…
Comprimi deliciosamente a bunda de Larissa sentindo meu sexo desaguar de prazer a cada ida e vinda dela. Presa ao meu corpo, era como se ela precisasse arrancar a minha pele para só assim se satisfazer.
- Deixa eu sentir você…
Usei as rodas da cadeira para deslizarmos em direção à cama e, de forma lenta, eu a fiz escorregar confortavelmente para o centro dos lençóis colocando-me sobre ela e recomeçando o vai e vem.
- Deixa eu sentir você…
Ela não precisou pedir uma terceira vez. Forcei meu sexo contra a mão de Larissa deixando a penetração acontecer fácil.
- Você tá tão molhada, Lisa… Tão bom meter em você assim.
- É? Oh… Ui… Tão gostosa você… Você me deixa desse jeito, Larissa. E eu? Eu? Eu deixo você assim, olha? – Voltei a tamborilar os meus dedos sobre clitóris dela pressentindo as contrações do orgasmo que se aproximavam.
- Desse jeito… Desse jeito… Desse jeito, eu vou gozar… Goza comigo, vai… – Larissa pediu.
Percebi como entramos juntas naquele transe que antecede a explosão orgástica e faz do olho do olho, da pele contra a pele a própria expressividade do gozo enquanto tradução máxima do prazer.
- Ai… Ah… – Sussurramos uma para outra numa confissão particular de entrega, sofreguidão.
E ambas sabíamos: nem toda raiva significa ódio, nem toda guerra precisa se encerrar com alguém perdendo. Nem toda provocação precisa ser aceita no exato instante em que ela nos chega, porque a boa espera só aumenta a satisfação amplificando o prazer. Depois daquilo tudo, com o carinho do sono abrigado no calor do corpo da outra, nós nem sentimos o inverno que acabara de chegar.
Ai suando aq de tao excitada q jeito bom de começar a terça ui bjssssssss
é por isso q adoro esse blog heheehee n só por isso
Bia, Bia… tão danadinha rs Bjs, amore!